Sede de
Enquanto ela beija sua bochecha macia, ele fecha os olhos. Ao abri-los, procura pela boca dela, que foge. Os dedos finos que se arrastam entre os fios grossos de seus cabelos agradam. A cada movimento das mãos, ele inclina a cabeça mais para trás e o corpo mais para frente em busca do dela. Ao se esquivar, chegando às costas, ela sente ambas as respirações se acelerarem, mas se controla para que a tentação do prazer não vença o esforço do afeto. Mas tão logo os lábios, línguas e salivas se encontram, todos os movimentos se tornam um só, simultâneos. Ao simples toque, a pele ganha aderência. O suor que reluz nos corpos também é responsável pelo odor que impregna o ar, aumentando o apetite de ambos. O arfar dela dita o ritmo da ação. E as poucas palavras sussurradas catalisam o ímpeto dele, que só cresce, cresce e cresce.
A temperatura dos corpos começa a voltar ao normal. Ela levanta em busca de um lençol ou algo que a cubra; ele se dirige à lixeira mais próxima e retorna ainda ofegante. Apenas os braços se entrelaçam. Ela pensa em pedir água; ele em se oferecer para buscar. Nada. A garganta seca. As pálpebras fecham. Ambos dormem no mesmo silêncio de outrora, cada qual com a cabeça num travesseiro.

que sede…
gosto disso tudo e tal
=]
Comment by cles — February 11, 2009 @ 3:49 pm
Provoque sua sede! Coma “doritos”!
Comment by achilles — February 13, 2009 @ 4:46 pm
fala sério. Ela não dorme así no más.
Comment by Luís Felipe — February 13, 2009 @ 5:51 pm
ué, se ele dorme, por que ela não pode?
Comment by Emily — February 13, 2009 @ 6:19 pm
poder pode, mas não é assim tão comum…
Comment by Luís Felipe — February 13, 2009 @ 6:21 pm
são os tempos modernos, luis. =P
Comment by Emily — February 13, 2009 @ 6:23 pm
FOOOODA!!!
Comment by tatu — August 4, 2009 @ 12:13 am