Post de Ano Novo, óbvio

Ontem, quando me vi pela primeira vez em 2009, pensei: onde foi parar toda aquela melanina? Quando era pequena, minha mãe costumava dizer que eu ficava negra só de olhar para o sol. Lembro até de um verão que passamos muito tempo com meu pai na praia e que quando voltamos à Porto Alegre, eu e meu irmão, minha mãe deu uma bronca no meu pai por ter nos deixado pegar tanto sol. Até hoje ela diz que só dava para ver o branco dos olhos e dos dentes. Beirando o meu 1/4 de século, eu me pergunto: onde foi para toda aquela melanina? Três dias de sol uruguaio e eu voltei, no máximo dos máximos, parda, com um, abre as aspas, bronzeado, fecha aspas, que vai desbotar até o final dessa semana. Sem falar nas marcas vermelhas bizarras que ganhei por não saber espalhar o protetor uniformemente. A conclusão é que a melanina ficou no passado, como muitas outras coisas, especialmente àquelas que dizem respeito ao passado mais recente, e que 2009 será um ano com menos melanina na pele, mas ainda com muita juventude no corpo, apesar dos 25 anos.