Se eu tivesse um twitter…

Se eu tivesse um twitter (coisa que, na verdade, nem sei direito como funcia…), eu publicava as seguintes frases no dia cansativo de hoje (mais estresse = mais bobagens).

Acompanhe:
(em ordem cronológica de brotamento, da mais recente para aquela que teve chance de ser não ser publicada…)

1. Eu queria namorar um Pedro só para cantarolar pra ele: "Pedro onde se vai eu também vôôô…". E, quando a gente terminasse, eu cantarolaria: "mas tudo acaba onde começôôô"…

2. No caminho pra casa, começo a sentir um cheiro PUTREFATO e penso comigo: "bah, tem alguma coisa muito podre por aqui". Mais alguns passos e me dou conta de que do meu lado esquerdo está iniciando a super quadra do Cemitério São João…

3. Sobre publicitários (diretores de arte, em especial): quanto mais atalhos do teclado do mac souberes, mais sexy serás… ARRAM.

Tá, deu. =P

Ah, a juventude…

Eu torço por aquele jovem que deposita toda sua esperança de ser um adulto feliz em sua própria juventude. eu torço tanto que desejo profundamente que aquela viagem para morar fora do país que ele fez porque é isso que todo jovem deve fazer seja realmente inesquecível. que o tempo que ele viveu sozinho porque é isso que se espera que um jovem faça durante sua juventude tenha valido a pena, inclusive os momentos de solidão. que aquela pós-graduação que ele começou porque é isso que as pessoas esperam de um jovem que quer crescer na vida tenha verdadeiramente feito a diferença, de preferência no bolso. que todas as horas de sono dedicadas ao trabalho sejam recompensadas na vida adulta com uma cama de casal bem quentinha. que todas aquelas festas que ele frequentou simplesmente por ser jovem tenham sido divertidíssimas, ao extremo. que todos aqueles porres que só os jovens podem tomar tenham resultado apenas em histórias engraçadas para contar para filhos e netos, nunca em arrependimentos. que todos aqueles amores do qual ele abriu mão porque o que se espera de um jovem é que ele não se comprometa cedo sejam substituídos por um  grande, verdadeiro e eterno amor.

torço para que a esperança na juventude desse jovem seja a última a morrer e que um dia ele não se pergunte se, talvez, não tenha sido jovem demais, por tempo demais.

ps: post da categoria "das coisas que só fazem sentido pra mim". =)

Links

Nunca fui fã do Rodrigo Amarante. Acho ele bom letrista, um cara charmoso, mas só. Só até ler essa entrevista na TRIP e começar achar o cara realmente interessante. É bom saber que existem pessoas com essa profundidade, que mais do que gostar daquele e não desse gênero musical, desse ou daquele gênero literário, ou ainda cinematográfico, têm opiniões próprias do que é a vida, a morte, o destino, o sonho, a fama, enfim… Há quem diga que essa entrevista é fake, principalmente porque o Amarante afirma que não ganhou dinheiro com o Los Hermanos como muitos imaginam. Eu, com minha ingenuidade que me é característica, prefiro acreditar não só que o que ele diz a respeito dessa fase é verdade, como prefiro acreditar que ainda existem pessoas como ele para conhecer no mundo e para filosofar em conjunto numa mesa de bar.

Além desse link, um textinho trivial meu no site do Jornal Já, que conta também com matérias supimpas da minha amiga Daiane, que não tem blog.

Caos Calmo (2008)

O primeiro filme que vi em 2009 foi o italianíssimo Caos Calmo (2008), de Antonio Grimaldo. Antes de tudo, é preciso dizer que nunca tinha visto (ou não me lembro) um filme com o tal Nani Moretti, um cara que, pra mim, já entrou na lista dos melhores atores do mundo. De rosto bastante comum, típico italiano, o cara é ABSURDAMENTE expressivo. Não do tipo Jim Carey, cheio de caretas, mas de uma maneira bastante natural, verossímel e, o melhor de tudo, profunda. Mas não é dele que eu ia falar. Até porque nem posso, vi apenas um filme com ele que, aliás, fiquei sabendo, é diretor também. Então que depois de ver o filme e de digerí-lo bem, inclusive lendo resenhas sobre, cheguei a conclusão de que vi no filme aspectos completamente diferentes do que viu a maioria, aos menos dos críticos.

Enquanto quase todos chamam atenção para a reação calma do personagem, Pietro, ao caos da situação em que ele se encontra, qual seja, de ter se tornado víuvo da noite pro dia e ter uma filha de dez anos para criar, eu acredito que o caos calmo não é isso, ou SÓ isso. Sim, perder a mulher e ter uma filha para cuidar sozinho deve ser algo caótico, mas eu acho que a reação calma dele não é uma forma de fazer o luto, como diria nosso amigo Freud, mas também de ser sincero consigo mesmo. Ainda que eu tenha perdido o início do filme por questões de pipocas e coca-colas rolando pelo chão do cinema, acredito que a calma do personagem frente ao caos vai muito do além da superação da viuvez ou coisa que o valha. Óbvio que perder a mulher com que se é casado e se tem uma filha deve ser terrívelmente doloroso, e que para muitos pode parecer o fim da vida, mas, se ele já estava distante da família, e se ele já não a amava mais, como o filme deixa a entender em algumas partes, a calma não pode vir disso? 

Não que ele não sinta falta dela, que ele não sofra com a morte dela. Eu apenas acho que sim, a forma dele ELABORAR o luto é através da calma, tanto que ele deixa de ir para o escritório para ficar esperando a filha na praça em frente à escola, enquanto vê a vida passar sentado num banco, interagindo apenas com as pessoas que vão até lá ou até ele. A questão é que além de uma forma de reagir à perda, a calma dele é a calma de quem perdeu alguém importante, mas que também não era aquilo tudo, ó, amor da minha vida, não vivo sem ti. De início, pode parecer doloroso pensar que ele não sente tanto assim a morte da mulher mas, veja bem, por que ele teria que se desesperar se ele já não a amava mais, se o casamento já não dava certo? O grande soco no estômago do filme, pra mim, foi a sinceridade do personagem quanto ao seu sentimento. Pietro sofre muito mais preocupado com sua filha do que com a sua própria perda, no caso, da esposa. Nem overreacting, nem drama queen. Não é porque as pessoas esperam que se sofra numa situação dessas que efetivamente se vai sofrer. A calma dele está de acordo com o seu próprio caos.

Post de Ano Novo, óbvio

Ontem, quando me vi pela primeira vez em 2009, pensei: onde foi parar toda aquela melanina? Quando era pequena, minha mãe costumava dizer que eu ficava negra só de olhar para o sol. Lembro até de um verão que passamos muito tempo com meu pai na praia e que quando voltamos à Porto Alegre, eu e meu irmão, minha mãe deu uma bronca no meu pai por ter nos deixado pegar tanto sol. Até hoje ela diz que só dava para ver o branco dos olhos e dos dentes. Beirando o meu 1/4 de século, eu me pergunto: onde foi para toda aquela melanina? Três dias de sol uruguaio e eu voltei, no máximo dos máximos, parda, com um, abre as aspas, bronzeado, fecha aspas, que vai desbotar até o final dessa semana. Sem falar nas marcas vermelhas bizarras que ganhei por não saber espalhar o protetor uniformemente. A conclusão é que a melanina ficou no passado, como muitas outras coisas, especialmente àquelas que dizem respeito ao passado mais recente, e que 2009 será um ano com menos melanina na pele, mas ainda com muita juventude no corpo, apesar dos 25 anos.